segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Capítulo 7 - Um Pequeno Acidente

Eiiii meus amores, desculpe a demora.. Tive muitos problemas esses dias, e não deu pra postar.
Mas então.. Gnt , voltei por enquanto, mas ta muito dificil pra postar e minha criatividade ta uma droga. Desculpem..
RESPONDENDO:
Kaaaat: Meu aboooor desculpa msm a demora.. Serio kk Então kra, tbm amo essa musica *-* e ai, vc e o Bill estao bem? Tao juntos? Me cooontaa u.u kk contiinuei <3

A cozinha era razoavelmente clara. Tinha um balcão bem no meio, e eu sentei em um dos bancos.
Tom entrou sorrindo, de nariz empinado, e abriu a geladeira. No segundo seguinte ele estava bebendo o suco direto na caixa.
- Nossa como você é higiênico. – Resmunguei.
- Nossa como você é metida. – Ele sorriu encostando-se no balcão ao lado da geladeira.
- Resolveu parar de gritar foi? – Provoquei-o arqueando as sobrancelhas rapidamente.
Ele mudou a expressão para uma seriedade mas um pouco de culpa. Puxou um copo do balcão e saiu da cozinha. Fiquei observando meus pés por alguns minutos, até Bill descer e entrar na cozinha.
- Bom dia novamente, fofa. – Ele sorriu. – Olha, estamos meio apressados, então pode vasculhar a cozinha. Não tenha vergonha.
Ele riu e me puxou para o centro da cozinha. Olhei para o lado e vi Tom esparramado no sofá tomando suco e vendo TV. Eu dei uma leve risada o que fez Bill me olhar.
- Estou vendo seu atraso. – Eu ri apontando para Tom.
- TOM KAULITZ! – Bill gritou. Kaulitz? Que nome mais estranho. – Levante essa bunda desse sofá e vá se trocar! Agora!
- Porque, amorzinho? Não gosta de mim assim? – Tom fez uma cara de safado e passou a mão pelo corpo, o que fez Bill rir.
É, novamente sozinha em casa. Uma casa gigante por sinal. Após tomar o café da manhã, resolvi explorar a casa. Tinha dois quartos, como previsto, mas havia uma outra porta que estava trancada, e no final do corredor o banheiro que sempre uso. Não me atrevi a entrar no quarto do outro Kaulitz. Desci, revi a sala o escritório e a cozinha, mas havia uma outra porta que a sala tinha acesso. Abri-a e me deparei com uma sala de música esplêndida. Mas não foram todos aqueles instrumentos que me chamaram a atenção, um em especial me hipnotizou.
Um piano preto. Gigante, bem no meio da sala de música. Minha mãe sempre me ensinou piano desde que eu tinha sete anos, mas havia tempos que eu não tocava. E não seria agora que eu iria retomar essa habilidade.
Saí da sala e caminhei em direção à uma porta de vidro na cozinha, abri-a e me vi num belo e pequeno quintal. Tinha uma piscina e umas cadeiras de sol. É, estou sozinha, apenas com o segurança na porta da frente, ninguém reclamaria se eu tomasse um banho de piscina.
- Espero que esteja aproveitando... – Ouvi a voz de Tom murmurar. Eu estava deitada numa boia há algumas horas. – Porque eu estou.
Ele olhou para todo o meu corpo. Num pulo, larguei a boia e caí na piscina. Fiquei olhando-o com raiva, enquanto ele estava sentado em uma cadeira de sol, com um óculos escuro, me observando.
- Há quanto tempo está aí? – Perguntei raivosamente enquanto saia da piscina e caminhava até ele.
- Sabia que você fica muito bem nesse biquíni? – Ele alisou, descaradamente, cada parte do meu corpo. Até que parou nos meus seios. – Sabe, para uma bailarina até que você é bem gostosinha.
- Lindo, - Murmurei puxando minha toalha, que estava na cadeira dele. Nossos rostos se aproximaram por um pequeno instante. – porém idiota.
Sorri e entrei na casa. Bill estava na cozinha, mexendo na geladeira.
- Nossa, e essa felicidade? – Perguntou ao me ver.
- Ahm, nada. – Sorri e me sentei em um dos bancos.
- Vou fazer pizza. Tá com fome?
- Sim, sim. – Respondi animadamente, me levantando. - Quer ajuda?
- Claro! Vou pegar o molho da dispensa, o daqui acabou. Enquanto isso pega a farinha no armário de cima, por favor.
Abri a porta do armário com dificuldade. Poxa vida, pra que um armário tão alto? Quem alcança aquilo? Ah, o Bill é alto. Enfim, lá estava eu pulando pra ver se achava o maldito pacote de farinha, quando escuto uma risadinha.
- Tá rindo de que, idiota? – Resmunguei para Tom, que estava escorado na porta olhando pra mim.
- Da nanica pulando aí. – O fuzilei com o olhar. – Tá procurando o que?
- Não é da sua conta. – Falei puxando um dos bancos e subindo nele.
- Bi, achou a farinha? – Bill entrou na cozinha.
- Vou pegar, é que é meio alto. – Falei coçando a cabeça e rindo timidamente.
- Ou alguém esqueceu de crescer... – Tom debochou e eu murmurei um “cala a boca”.
- Tom pega a forma no armário de baixo pra mim. – Disse Bill e ele se abaixou pra pegar a forma.
Percebi que o armário ao qual Bill apontou, era bem nos meus pés. Tom foi rindo na minha direção e se abaixou.
- Sabe, a visão aqui é bem privilegiada.
Estiquei-me, peguei a farinha e quando me virei pra entregar o pacote ao Bill...
- Ops, acho que tava aberto. – Falei pondo a mão na boca e abafando o riso.
É, o pacote estava realmente aberto e quando me virei ele rasgou ainda mais, despejando toda a farinha em cima do Tom.
- Que porra é essa? - Ele se levantou totalmente branco, exceto por uma parte do rosto. - Você sabe quanto vai custar para tirar isso do meu cabelo?
- Nada que você não pague, diva. - Sorri meio envergonhada... Por ter sujado a cozinha.
Ele me olhou furioso e saiu da cozinha bufando.
- Acho que ele ficou irritado. - Murmurei inocente para Bill, que riu.

- Ahm, Biara... - Ele riu. - Seu nome é tão estranho...

- Nossa Billy, obrigada. - Rosnei.

- Bom, agora a tarde vamos fazer uma seção de fotos, gostaria de ir? - Ele perguntou fazendo umas macumbas com a farinha. É, nunca fui boa na cozinha. - Você não gosta muito de sair não é? Mas seria legal, você não sai há algum tempo...

- Tá, pode ser. - Sorri.
- Ótimo! – Ele disse por fim.

Fizemos uma pizza, ou melhor, Bill fez a pizza, e nós comemos conversando a maior parte do tempo sobre nossos gostos. Qual minha cor favorita, qual minha banda preferida, e coisas do tipo. Nunca pensei que seria amiga de alguém como estou sendo de Bill em apenas dois dias.

domingo, 23 de novembro de 2014

Capítulo 6 - Reflexões Noturnas

Era tarde da noite. Bill dormia pesadamente na cama, e eu estava sentada no colchão no chão, refletindo. Eu realmente não podia voltar a dançar. Perdi meus pais por conta da dança, por conta dela perdi tudo o que eu mais prezava, as pessoas que eu mais amava.
A única luz do quarto era a emitida pela lua, que estava estranhamente clara aquela noite. Fiquei observando a janela e uma forte sensação de culpa e medo me atingiu. Eu queria tanto uma coisa que estragou a minha vida. Como eu podia seguir em frente com isso? Como eu...
- Bi? – Bill murmurou rouco. Coçava os olhos tentando enxergar. – Você está acordada?
- Não tô com sono. – Disse baixo sem olhá-lo.
- Qual o problema? – Ele sentou-se na cama.
- Hum, nada. – Resmunguei.
- Bi, pode confiar em mim... Não tenha medo.
- Eu não tenho medo de você.
- Mas tem medo de confiar em mim. – Ele deu um leve sorriso. – Vamos lá...
Ele esticou a mão para mim, eu a observei. Involuntariamente a peguei. Era tão quente e macia. Ele puxou-me para a cama a qual estava sentado, eu sentei ao seu lado e ele me envolveu com o braço.
- O que está havendo? – Murmurou fracamente.
- Você não entenderia.
- Tente. – Suspirou.
Eu olhei-o de esgueira. Seu abraço me envolvia de um modo tão seguro, que até senti sono. Sentia sua respiração quente roçar em meus cabelos.
- É que... Bom, eu sou bailarina. – Disse as palavras como se estivesse admitindo um crime.
- Ah, o Tom mencionou isso.
Desgraçado.
- E... Quando eu estava indo para uma apresentação muito importante no teatro de Los Angeles... – Baixei o olhar. Parecia que mesmo depois de uma semana, ainda não tinha caído à ficha.
- Tudo bem, você não precisa falar disso se não quiser... – Bill interrompeu meus pensamentos.
- O caso é... Eu fui solicitada para um teste para a Dança Acadêmica de Londres.
- Sério? – Ele disse surpreso. – Mas... Isso é ótimo! É uma das melhores academias de dança!
- E é... No entanto... – Falei feliz, mas depois tornei a trazer uma expressão triste e baixei a cabeça.
- Acho que seus pais não gostariam que você desistisse do seu sonho. – Ele murmurou, levantando levemente meu rosto me fazendo fita-lo. Parecia ler meus pensamentos, saber exatamente que eu me sentia responsável por tudo aquilo.
- Mas por causa de uma apresentação eles estão mortos.
- Você conseguiu essa bolsa e pode realizar o seu maior sonho! – Ele disse empolgado.
- Mas... – Murmurei, logo sendo interrompida por Bill.
- Ou então pode desistir de tudo, jogar todo o seu empenho fora. – Deu um meio sorriso. - Eu acho que os seus pais ficariam muito orgulhosos de você, mas a decisão é sua. Seja qual for você pode contar com a gente...
- A gente? – Eu falei e nós rimos.
- Você entendeu. – Ele murmurou. – É ótimo ver você sorrir.
- Ainda não estou com sono... Não consigo dormir. – Falei aninhando-me em seu ombro. Nunca fui daquele modo com um desconhecido, mas eu realmente precisava de algum cuidado.
- E se eu cantar pra você? – Ele deu um leve sorriso.
- Tá falando sério? – Eu debochei.
Oh, oh... – Começou afagando minha cabeça. – The sun will shine like never before. One day I will be ready to go, see the world behind my wall…
- Bill… - Murmurei interrompendo.
- O que? – Ele sussurrou sonolento. Devia estar quase dormindo.
- Obrigada.
E fechei os olhos.
–X-
Acordei com os raios de sol batendo no meu rosto. Olhei em volta e estava na cama do Bill. Levantei rapidamente e o vi ali, dormindo no colchão ao lado da cama. Levantei, peguei uma roupa e fui em direção ao banheiro.
Quando cheguei à porta ela se abriu e lá estava o Tom, com uma toalha enrolada na cintura e sorridente. Olhou-me de cima a baixo e seu sorriso mudou, agora sorria de um jeito malicioso.
Ai meu Deus, esse pijama é muito curto! Que vergonha! O fuzilei com o olhar, fazendo com que seu sorriso aumentasse.
- Bom dia pra você também Bi! – Falou passando por mim. – Belo pijama.
Ahg, que ódio! Sorte a dele que entrou logo no quarto, porque se não eu tinha afogado ele na privada.
Tomei meu banho, troquei de roupa e fui em direção ao quarto de Bill. Ele já estava acordado, mas continuava lá deitado.
- Bill? – Falei, fazendo-o me olhar.
- Oi Bi, bom dia! – Falou sorrindo.
- Posso fazer uma pergunta?
- Outra? – Ele falou rindo e eu assenti. – Pode sim, fala Bi.
- É que eu fiquei curiosa. Por que você tava dormindo aí em baixo e eu na sua cama? – Ele riu.
- Só isso? – Riu novamente. – É que você demorou a dormir, daí eu fiquei com pena de te acordar e... Bom, eu não quis deitar ao seu lado, achei que não seria legal da minha parte, nós mal nos conhecemos.
- Ah, obrigada pela preocupação. – Sorri.
Bill se levantou e foi tomar banho. Eu arrumei minhas coisas e desci para comer alguma coisa.

domingo, 16 de novembro de 2014

Capítulo 5 - Dança Acadêmica de Londres

Ooooooooiiiiiii galotas! Tudo bem? Então, hj to sem assunto . Okay? Okay! Bora pro cap.

Respondendo:
Kat: Mta dó dela neh :/ mas ela vai superar... kkkk to fazendo nada amiiga, kkk só disse a vdd neh huehue.


Abri lentamente os olhos. Percebi o teto desenhado a cima da minha cabeça e o fitei. Ouvi fortes batidas na porta. Por um momento, pensei ser coisa da minha cabeça, talvez uma simples dor de cabeça, mas logo as batidas entonaram gritos e percebi que tudo realmente estava acontecendo.
Levantei num salto e senti uma tontura atingir-me pela brutalidade a qual me levantei da cama. Olhei no relógio de pulso, já eram SETE DA NOITE!
Corri para a porta e a abri. Bill estava eufórico, quase chorando e Tom tinha uma expressão de raiva extrema e seriedade tão grande, que pensei se era realmente possível ele estar daquele jeito.
- O que você pensa que estava fazendo? – Tom gritou.
- O...o que está aconte...cendo? – Solucei de susto, dei até um pequeno salto para trás por conta do grito de Tom.
- Essa casa não é sua! Você está aqui de intrometida! – Ele tornou a gritar.
- Me...desculpe... – Murmurei.
- Não tranque a porta! Porque o quarto não é seu! – Ele gritou e saiu.
Eu fiquei estática. Parada segurando a porta e olhando para o canto onde antes Tom estava parado. Bill me olhou afetuoso e acariciou meu cabelo, eu apenas me esquivei.
- Olha, - Ele disse. – Não tranque mais a porta, certo?
Assenti com a cabeça e saí de sua frente. Caminhei até o banheiro do corredor e tranquei a porta. Sentei-me no balcão da pia e chorei. Eu tinha prometido a mim mesma não mais chorar, mas depois de tudo isso, não tinha como manter a promessa. Talvez eu prometa manter meu orgulho.
- Bi? – Ouvi a voz de Bill atrás da porta. – Você está aí?
Engoli as lágrimas e passei a mão pelo rosto. Desci do balcão e destranquei a porta, abrindo-a.
- Bi, não se importe com o que Tom falou... – Ele disse segurando minha mão e puxando-me para o quarto dele. - ...é que como você trancou a porta, eu não pude entrar para me arrumar para a festa e por conta disso, estamos atrasados.
- Não tranco mais. – Murmurei. Não iria mais pedir desculpas.
- Gostaria de ir para a festa? – Sorriu.
- Não.
- Ah, bom...Tem um computador no escritório lá em baixo. – Ele olhou-se no espelho uma última vez. – Qualquer coisa, nos ligue.
Deixou um celular em cima da bancada do quarto e saiu. Soltei um forte suspiro. Que merda! Tomei um banho e desci para procurar o tal escritório. Vi uma porta de madeira escura e a abri, liguei a luz e NOSSA! Minha antiga casa caberia dentro desse “escritório”.
Fechei a porta e não tranquei. Sentei-me frente ao computador e fui checar minha caixa de e-mail. Metade da caixa de e-mail estava lotada com mensagens de Jessy Parkson, uma amiga que eu tive. Não éramos muito próximas, mas ela sempre gostou e se preocupou muito comigo.
Bi, onde você está? Soube dos seus pais, sinto muito! Por favor, me ligue!
Beijos, Jessy.
Biara, não te encontrei na sua casa, soube que foi vendida! Jesus, onde você está? Me responda, por favor. Estou muito preocupada.
Beijos, Jessy.
Bi, como assim você se mudou para Hamburgo? Você mal fala alemão! O pouco que você sabe foram seus pais metendo na sua cabeça! Onde você está, Biara? Estou com saudades.
XOXO, Jessy.
Li a maioria das mensagens, mas não respondi nenhuma. Talvez não fosse bom para os meus “parentes” que eu não contasse nada. Estava extasiada de tédio quando baixei mais um pouco a página e vi, para minha surpresa, um e-mail da academia de dança de Londres.
Senhorita Biara Schimdt,
Estamos a par da sua situação, mas ouvimos falar muito bem de seu potencial e gostaríamos que fizesse um teste para a Dança acadêmica de Londres. Procuramos seus responsáveis, mas até agora só conseguimos informações de que está em Hamburgo, Alemanha. Não se preocupe quanto a seu teste, você está praticamente aceita, só precisamos vê-la.
Se quiser a bolsa na academia de Londres responda-nos o mais rápido possível.
Boa sorte,
Diretora Allfa.
Eu fui aceita na Dança acadêmica de Londres? Reli o texto mais cinco vezes, antes de piscar freneticamente para saber se era ou não um sonho. Sim, eu havia sidopraticamente aceita na academia de Londres!
Não. Não posso. Proibi-me de dançar novamente. Por causa da dança meus pais estão mortos. Isso é questão de respeito à eles! Não posso simplesmente esquecer tudo e voltar a dançar. Cada passo que dou em direção a dança sinto-me culpada, sinto a culpa atravessar-me e destroçar-me.
Desliguei o computador e subi para o quarto, precisava de um banho. Abri a mala em busca de uma roupa e acabei achando minhas sapatilhas. É incrível como aqueles pequenos objetos me traziam lembranças, em sua maioria maravilhosas. Ainda me lembro da primeira vez que dancei e de como me sentia quando dançava.
Peguei as sapatilhas e fui ao escritório. Vasculhei uma prateleira cheia de CD’s, nenhum de música clássica. Mas como em toda casa, no fim da prateleira achei um CD de Beethoven. Não era muito apropriado, mas eu podia utilizar por um momento. Segurei o CD e caminhei pelo escritório procurando algum aparelho de som, nada. Saí do escritório e caminhei até a sala, tinha um enorme. Pus o CD e calcei as sapatilhas, queria dançar pela última vez.
Naquele momento, ali dançando, percebi que simplesmente havia me esquecido o que era dançar. Era como flutuar, simplesmente mágico... Balé era o mais próximo que eu tinha de voar. Lembro que quando tinha cinco anos pulei da varanda do primeiro andar da minha casa. Eu gritava para todo o céu que eu podia voar, eu realmente acreditava naquilo e queria mostrar a todos, mas o que mostrei foi que tinha um braço quebrado.
Quando dançava eu me concentrava tanto, que chegava a esquecer do mundo. Esquecia a ponto de passar horas dançando, mas foi um leve pigarro que me trouxe a realidade. Fiquei estática no meio da sala, olhando fixamente para ele.
- Tá dançando... balé? – Tom perguntou surpreso.
- Não, idiota, estou fazendo pastéis. – Respondi revirando os olhos.
- Ah, é que eu não sabia que nanicas dançavam. Achei que bailarinas eram magras e altas.
- Você está me chamando de gorda?
- Se você entendeu assim, fazer o que? – Debochou. – Bom, agora vou pro meu quarto. Quando terminar leva uns pastéis pra mim, eu estou com fome.

Riu e subiu as escadas. Eu senti meu sangue ferver, talvez até borbulhar. Como eu queria enfiar pastéis goela abaixo dele

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Capítulo 4 - Dor das Lembranças

Oiiii my angels ^_^ huehue demorei um pouquinho neh.  Maaai ja vortei. Bora pro cap.
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Respondendo:
Kat: Entaaao garota '-' o Bill se maqueia bem dms . Da um jeito nele ae. kkkk Psé, Tom nao tem jeito :/
Eh neh kra, vc fica fazendo suruba com o Bill e nem ve oq acontece neh kkkkkk
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Enquanto tentava dormir vagava por minhas lembranças e pensava como aquele acidente mudou a minha vida de forma trágica e violenta.

Perdi as duas pessoas que eu mais amava e talvez o meu único sonho tivesse sido interrompido. Talvez eu nunca mais pudesse dançar por conta da minha perna, ou pelo fato de eu me sentir culpada por tudo o que estava acontecendo, pela morte dos meus pais.

FLASHBACK ON

Já estava escurecendo quando saímos de casa, naquela noite eu faria uma das apresentações mais importantes da minha vida, pois se eu me saísse bem poderia ganhar uma bolsa numa das melhores Academias de Dança do país.

Estávamos saindo de casa a caminho do teatro, onde iria acontecer a apresentação. Era quase noite e caia uma fraca neblina, eu e meus pais estávamos naquele carro. Eu estava muito nervosa e minha mãe tentava me acalmar.

- Tenha calma meu anjo, vai dar tudo certo. - Falou enquanto virava para trás e me dava um beijo na testa.

- Vamos lá, vou por uma música para te acalmar um pouco. – Meu pai falou e em seguida colocou a tal música.

I close my eyes

(Eu fecho meus olhos)

Only for a moment,

(Apenas por um momento)

And the moment's gone.

(e o momento desaparece)

All my dreams,

(Todos os meus sonhos)

Pass before my eyes, a curiosity.

(Passam pelos meus olhos, uma curiosidade)

Dust in the wind,

(Poeira ao vento)

All they are is dust in the wind.

(Tudo que eles são é poeira ao vento)

Continuamos o caminho, cantando muito empolgados. Não sei como, mas aquilo me tranquilizou. Fiquei olhando pela janela a maior parte do tempo, tentava respirar mais leve, mas só conseguia ficar mais tensa e nervosa.

Já estávamos quase chegando, e repentinamente escuto uma buzina e olho para o lado. Uma luz forte brilhava em minha direção, tão forte que tive de fechar os olhos. De súbito, tudo ficou branco e um som estridente se propagou.

–X-

Depois da batida tudo ao meu redor sumiu, os sons desapareceram, os gritos silenciaram. Já não ouvia nada, já não sentia nada, eu simplesmente apaguei.

Quando acordei estava em uma cama, numa sala com paredes brancas. Aquilo com certeza era um hospital. Olhei em volta e não vi ninguém. Poucos minutos depois uma moça vestida de branco entrou no quarto.

- Olha quem já está acordada. – Falou sorridente. – Oi linda, eu sou a Lola e estou cuidando de você. Está se sentindo melhor?

Remexi-me um pouco na cama atordoada. Olhei mais atentamente para meus lados e depois fitei-a, tentando raciocinar sua pergunta.

- Minha cabeça... está doendo. – Falei pondo a mão na cabeça, ao fazê-lo senti uma pontada e percebi que ali havia um curativo. Devo ter batido a cabeça quando o carro bateu... o carro, o acidente. – Meus pais? Onde eles estão? Eles estão bem?

Naquele momento várias perguntas vinham a minha cabeça, mas todas tinham um mesmo propósito: Meus pais. Onde eles estariam? Naquele momento tudo o que eu precisava era de respostas.

A moça me olhou por um momento, sentou-se ao meu lado e suspirou pesadamente. Aquilo apertou meu coração. Ela segurou minha mão e me olhou afetuosamente. Deu um pequeno e leve sorriso.

- Bom, eu não sei como te contar isso... – Fez uma pausa, que me apertou ainda mais o coração. – Bi, você vai ter que ser forte. – Uma lágrima insistiu em brotar no meu olho. – Seus pais não resistiram, eles morreram.

Quando ouvi aquelas palavras instintivamente a abracei. Estava aos prantos. Como eu seguiria dali em diante? Como viveria sem eles? Sentia a culpa me atingir aos poucos. A ideia de que eles fossem junto a mim para a apresentação foi minha. Mas porque isso aconteceu? Porque comigo?

Depois de um tempo ali abraçada com a Lola, soltei-a fracamente. Ela se levantou para pegar umas coisas que estavam em cima da mesa. Voltou-se para mim e sorriu. Eu estava começando a odiar sorrisos.

- Bem, agora eu preciso trocar o seu curativo.

- Deixa pra depois, não tô afim. – Resmunguei tristemente.

- Olha minha linda, eu sei que está sendo muito difícil pra você, mas você tem que se cuidar. – Falou acariciando o meu rosto. – Me deixa trocar esse curativo. – Apenas concordei com um gesto e ela sorriu.

Quando viu que eu havia percebido que meu tornozelo estava engessado, ela me deu um beijo na testa e se despediu. Como eu iria dançar? Quebrei meu tornozelo, torci, tanto faz! Tudo que eu mais sonhei acabou! O sonho se foi, assim como meus pais.

– Mais tarde venho te ver, agora preciso ir. E o gesso a gente tira daqui a uma semana. – Falou já saindo do quarto.

–X-

Já havia se passado uma semana e eu ainda estava naquele hospital, dessa vez esperando a liberação. Ao recebe-la, me despedi de Lola e agradeci por tudo o que ela havia feito por mim.

Quando cheguei à recepção havia alguém me esperando. Uma senhora de cabelos negros e curtos bagunçados, que usava uma roupa pequena para o seu corpo “avantajado”. Tinha vários papéis nas mãos e uma expressão de poucos amigos.

- É a senhorita Biara Schmidt? Prazer, eu sou a encarregada de te ajudar agora. – Falou me estendendo a mão, que eu apenas observei. – Você terá de ficar com uns parentes até atingir a maior idade e poder receber a herança de seus pais.

Ao ouvir aquelas palavras senti meus olhos marejarem, pois lembrei que quando voltasse para casa não haveria ninguém lá, só o vazio. E foi isso mesmo que aconteceu, quando cheguei em casa só havia o silêncio. Desabei a chorar quando lembrei que nunca mais ouviria suas vozes ou sentiria seus respectivos cheiros.

FLASHBACK OFF

Depois de algum tempo em silêncio com minhas lembranças, abracei um dos travesseiros e dormi pesadamente. Aquilo tudo havia esgotado todas as minhas forças. Eu não sabia como continuar.

Capítulo 3 - Habituação às diferenças

Oi minhas amores *---* Estao gostando do novo imagine? Espero que sim... Entao galera, avisinho basico, se o cap ficar uma merda é pq fiz ontem, e ontem eu tinha brigado com meu namorado :'(
A Kat ta ligaada nos baang meh Kat? kkkk Entao.. Bora pro cap.
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Respondendo :
Kat: Kkkkkkk a Bi eh mt cruel com ele neh? kkkkkk ai ai ... Continuuei amr.
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O quarto era perfeito. Claro, consideravelmente arrumado, mas nunca pensei que existisse aquele tipo de lugar na vida real. Uma cama gigantesca estática no meio do quarto, com lençóis pretos e brancos. Um enorme espelho encobria uma das paredes e uma televisão estava em outra parede. Adentrei meio receosa em tocar em qualquer coisa. Nem todo o dinheiro que usei na minha vida pagava aquilo tudo.

- Nossa. – Cuspi involuntariamente minha exaltação.

- Gostou? – Ele sorriu e tocou meu ombro. Afastei-me dele. – Você ainda não viu nada.

Nada? Eu vi tudo. Tudo que eu necessito para morar naquele quarto todo o resto da minha vida e mais um pouco. Olhei perplexa para ele, enquanto pegava um controle remoto. Por um momento pensei que ele ia ligar a TV, mas no outro, vi o enorme espelho dividir-se em dois e revelar um gigante closet. Fiquei boquiaberta.

É meio ofensivo saber que um homem se veste e se maquia dez bilhões de vezes melhor que você. Naquele momento, lembrei do curativo que havia na minha cabeça e que eu teria de trocá-lo.

- Onde é o banheiro, por favor. – Murmurei timidamente.

- No fim do corredor. – Sorriu.

Fui em direção à porta do quarto, e virei-me curiosamente para ver Bill. É, no fim, ele parecia ser um cara bem legal. Voltei-me para sair, e acabei esbarrando em algo, ou alguém..

- Olha por onde anda, nanica! – Tom bradou passando a mão pela camiseta. Algo molhado havia caído em nós dois. – Muito bem, derrubou minha coca-cola.

- Foi sem querer... – Falei. - ...querendo.

- Você é muito metida para alguém que acabou de chegar aqui. – Ele falou me encarando.

- E você é muito estressado para alguém que parece com o Buda. – Apontei para as roupas largas dele.

- Olha aqui sua... – Ele apontou o dedo para mim e eu o encarei.

- Opa. – Bill apareceu na porta. – Vamos parar de brigar? Bi, o banheiro é naquela porta.

Ele apontou para uma porta de madeira no fim do corredor, estava razoavelmente mal iluminado e então eu segui para lá.

- Espero que se afogue na privada. – Tom disse num sussurro bem audível. Dei uma risadinha de deboche.

Parei frente ao espelho e me encarei. Será mesmo que eu sou o que Tom disse? Feia? Bom, isso não importa. Meus pais estão mortos, nada importa. Talvez eu fique aqui por uns dois meses e só, não preciso mais que isso para arrumar um local para ficar quando completar meus dezoito anos. E isso é daqui a dois meses.

Separei parte do cabelo para o lado e tirei o curativo. Foi doloroso. Dei um curto gritinho, mas foi o bastante para Bill perguntar se estava tudo bem e Tom murmurar algo sobre eu estar me masturbando. Aquele garoto é muito idiota, e só fiquei com ele por trinta minutos.

Abri minha bolsa e peguei outro curativo, coloquei no local machucado e voltei a arrumar meus cabelos. Eles pareciam mais castanho-claros que antes. Encarei meu reflexo por alguns segundos e depois joguei os papeis da embalagem do curativo no lixo.

Abri a porta e dei de cara com três caras na porta. Um deles era Bill, o outro era um homem aparentemente jovem, mas tinha certeza que era mais velho que todos nós, e um outro de cabelos extremamente lisos e claros.

- Ah, Bi. – Bill urrou. – Que bom que você saiu, já estava começando a ficar preocupado.

- Foram só três minutos. – Disse num tom de sarcasmo.

- Bom, quero te apresentar nosso empresário, David. – Ele disse empurrando o homem mais velho.

Ele era alto e tinha cabelos curtos e escuros. Sorriu e apertou minha mão, o olhei confusa e depois fitei Bill.

- Ah, e esse é o Georg, o baixista da banda. – Disse apontando para o cara de chapinha.

- Oi. – Ele deu um curto sorriso.

- Vem, vamos para a sala, Tom e Gustav estão nos esperando lá. – Falou Bill me puxando em direção as escadas.

- Bill, eu realmente prefiro ficar um tempo sozinha. – Falei soltando a mão dele.

- Ah... – Ele murmurou decepcionado. – Tudo bem...então.

- Desculpe. Acho que estou cansada da viagem...

- É verdade Bill, talvez ela deva descansar mesmo, pois mais tarde teremos de ir para uma festa onde a banda tem de estar. – Murmurou o tal de David.

- Ok. – Bill afirmou indicando o quarto dele.

Fechei a porta e, por costume, a tranquei. Afoguei-me na cama e senti todos os meus músculos relaxarem, o que, por um curto momento, me causou dor. Claro que há alguns poucos dias, eu estava com um gesso na perna. Dançar. Talvez isso nunca mais aconteça. Fui pensando aos poucos, e rezando, para que tivesse ao menos uma tarde em que eu a dormisse inteira.